Congresso na OAB debate direitos humanos



Cerca de 300 pessoas, entre especialistas da área criminal, estudiosos, advogados e ativistas de direitos humanos acompanharam, ontem, a abertura do 6º Congresso Brasileiro de Vitimologia e direitos humanos, no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil
Cerca de 300 pessoas, entre especialistas da área criminal, estudiosos, advogados e ativistas de direitos humanos acompanharam, ontem, a abertura do 6º Congresso Brasileiro de Vitimologia e direitos humanos, no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no Centro. O debate sobre o holocausto de judeus durante a Segunda Guerra Mundial e os desdobramentos até os dias de hoje atraiu a atenção do público e marcou o primeiro dia do evento, que termina amanhã com a conferência do desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Eduardo Mayr.
Segundo a presidente da Sociedade Brasileira de Vitimologia (SBV), Selma Aragão, mais do que ampliar a discussão sobre os direitos das vítimas que tenham sofrido qualquer tipo de violência, o evento servirá para fazer um relatório que ajudará na elaboração de pesquisas e publicações especializadas.
- A troca de experiências é fundamental, por isso convidamos pessoas de várias áreas que atuam com a preocupação de garantir os direitos das vítimas - explicou Selma Aragão.
Apontada como a maior especialista em vitimologia na América Latina, a professora venezuelana e criminóloga Lola Aniyar de Castro abriu o evento com uma conferência que mostrou o perfil da vitimização no continente sul-americano. Para a vice-presidente da OAB, Carmem Fontenelle, as discussões sobre direitos humanos contribuem para aprimorar a legislação brasileira e fortalecem as entidades envolvidas com a aplicação e o exercício da cidadania.
- A ética é valorizada com esse tipo de congresso porque os formadores de opinião estão reunidos para abordar temas que têm a ver diretamente com o dia-a-dia de nossas vidas. A natureza dos direitos humanos faz parte do nosso cotidiano - disse Carmem Fontenelle. 
Fonte:www.direitoshumanos.org.br
Fonte:Ricardo Albuquerque
Jornal do Brasil